O Ministério da Saúde confirmou nesta segunda-feira, 12, o primeiro óbito causado por hantavírus no Brasil em 2026. A vítima foi um homem de 45 anos, morador de área rural, que desenvolveu a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus, forma mais grave da doença.
A transmissão ocorre pela inalação de poeira contaminada com fezes, urina ou saliva de ratos do mato. Galpões, paióis e casas fechadas há muito tempo são os principais locais de risco. Não existe vacina nem remédio específico, e a taxa de letalidade chega a 40% dos infectados.
Com o caso, autoridades intensificaram o monitoramento em regiões de fronteira agrícola, onde o desmatamento aproxima roedores silvestres das residências. Os sintomas iniciais são febre, dor muscular e tosse seca, parecidos com gripe. Dias depois, o quadro evolui para falta de ar grave.
A recomendação é nunca varrer a seco ambientes com vestígios de roedores. O correto é molhar o local antes da limpeza e usar máscara PFF2. Teve febre, dor no corpo e falta de ar após ter contato com zona rural nas últimas 8 semanas? Procure uma unidade de saúde imediatamente.